Em busca de uma equipe campeã
Por Hamilton Arins
O momento é de reflexão a respeito do livro Transformando suor em ouro, Editora Sextante. O autor, Bernardinho, é técnico da seleção brasileira de vôlei. Uma equipe premiada em vários torneios mundiais.
Mas o que leva a esse sucesso e o que podemos aproveitar na área de engenharia? Destacamos o trecho baixo do livro.
O foco nos resultados traz a necessidade de estar constantemente reinventando a si mesmo, de buscar algum tipo de diferencial que garanta a liderança e a continuidade de bons desempenhos. Seja na sua vida pessoal ou na empresa, estou cada vez mais convencido de que para ser bem-sucedido é preciso contar com colaboradores com capacidade de liderança, preparados, motivados, comprometidos, disciplinados, éticos, sintonizados com o bom planejamento e unidos pelo mesmo propósito.
De nada adianta uma empresa ter focos e objetivos incongruentes. Por exemplo, não ter uma política interna de desenvolvimento e procurar pela constante reinvenção. De nada adianta ser constante e não se reinventar como empresa nos atuais estágios de competitividade dos mercados. De nada adianta não permitir a evolução ao procurar novas tecnologias, adicionando novas classes de cálculos e novas alternativas de serviço. É necessário que a empresa complemente cada um e permita atravessar períodos de pouco trabalho, contando com alternativas.
Uma empresa nada é sem possibilidades de faturamento. Ou seja, reinventá-la constantemente, estudar novos tipos de projetos, conquistar a qualidade, buscar o diferencial que proporcione evoluir em faturamento, em técnica e em qualidade.
O foco da atividade é o serviço prestado aos clientes. A reinvenção é a parte mais importante do foco. Reinvenção é o desenvolvimento pessoal de cada um, adaptando-se à necessidade de um mercado altamente competitivo. Um dos assuntos que há muito tempo deve ser prioritário é a empresa ter diversificado os serviços prestados, de modo que não fique vulnerável. Na falta de trabalho, a empresa é nada.
Uma empresa altamente especializada em obras-de-arte, com um serviço de excelente qualidade, é altamente vulnerável aos humores do mercado. Uma recessão, por menor que seja, coloca toda a estrutura em uma situação temerária e, na certa, com problema de caixa em curto prazo.
A procura por novos tipos de serviços, tais como assessoria, consultoria, prestação de cálculo, variando os tipos de obra, fiscalização e serviços diversificados e prestados a grandes empresas, coloca-a em uma condição muito favorável.
Um dos problemas da empresa é no tocante ao comprometimento de todos; harmonia traduzida no foco com objetivo e em constante evolução, tanto em pessoal, equipamentos, programas, cursos, etc. Uma empresa moderna não pode suportar uma equipe “rica em experiência e eficiente”, mas somente “quando quer”. A alteração de comportamento para possibilitar assumir qualquer função que se faça necessária no contexto da empresa, também é outra chave do sucesso.
Outro ponto importante para reflexão: a empresa deve garantir a liderança já conquistada inclusive sobre empresas que estão há mais tempo no mercado. Não se deve dormir “sob louros”. Manter essa conquista exige de todos os envolvidos compromisso com o foco, reinventando e evoluindo todo dia cada componente da equipe e garantindo o diferencial a ser atingido.
Colaboradores com capacidade de liderança, preparados, motivados, comprometidos, disciplinados, éticos, sintonizados com o bom planejamento e unidos pelo mesmo propósito, ideal e foco, diz Bernardinho, no citado livro.
Comprometidos com qualquer serviço que seja. A saber: conferir projetos, analisar cálculo, verificar alterações, ajudar no desenvolvimento da equipe, instruindo e melhorando a qualidade de projetos. Esse é o compromisso que deve orientar o comportamento de todos, sócios, funcionários e colaboradores, que com certeza procuram a recompensa da distribuição de lucro a que terão direito. Lucro esse que significa recompensa da luta da equipe que faz parte das expectativas de cada um, no desenvolvimento da empresa e de sua vida pessoal.
Disciplinados, éticos e sintonizados com o bom planejamento, unidos pelo mesmo propósito, foco e ideal. Somente com muito trabalho se consegue atingir todo o descrito acima, e esse muito trabalho só terá êxito e será recompensado se for exercido por todos com idêntico objetivo, mesmo foco e igual esforço de equipe. Todos colocando-se à disposição de qualquer serviço, se ajudando e não permitindo que apenas alguém assuma a maior parcela de trabalho. O desequilíbrio de funções de trabalho causa o constrangimento e o descontentamento, provocando a quebra de confiança no grupo e iniciando o processo de descontrole do planejamento e do próprio grupo, o que dá início ao processo de divisão e descontrole.
A distribuição igualitária de funções e serviço mantém a todos fixados na disciplina, no foco e nos objetivos a serem alcançados.
Hamilton Arins é engenheiro, e fundador e diretor da HBA Projetos e Assessoria.
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